8 setembro, 2025
Mulheres que Amam Demais
Muitas mulheres foram ensinadas, desde cedo, a acreditar que amar significa se doar integralmente, mesmo que isso custe sua paz, sua saúde emocional ou seus sonhos pessoais. No desejo de manter um relacionamento, acabam aceitando migalhas de afeto, suportando desrespeitos, silenciando dores e colocando as necessidades do outro sempre acima das próprias.
Esse padrão, muitas vezes, nasce de feridas emocionais antigas: a busca por validação, o medo de rejeição, a necessidade de ser escolhida e reconhecida. Amar demais, nesse contexto, não é apenas intensidade — é um desequilíbrio. É quando o amor se transforma em dependência, quando cuidar do outro significa esquecer de si mesma, e quando o vínculo deixa de ser nutridor e se torna fonte de sofrimento.
O ciclo da dor aparece em tentativas de justificar atitudes do parceiro, em promessas de mudança que nunca se cumprem e na esperança de que, se ela amar o suficiente, tudo dará certo. Mas o resultado é quase sempre o mesmo: esgotamento, frustração e perda da própria identidade.
Amar demais é esquecer que o amor saudável não pede sacrifício constante, e sim troca, respeito, cuidado mútuo. A verdadeira cura começa quando a mulher reconhece seu próprio valor, entende que não precisa ser salva nem salvar ninguém e aprende a transformar esse amor que transborda em autocuidado, limites claros e escolhas conscientes.
Amar, sim. Mas sem se perder no processo.